Deitado na
cama, eu usufruía daqueles momentos inventados para ouvir música, meio na
realidade e meio nos contextos das canções, quando, de repente, sou despertado
por um barulhinho frenético; era ela, Lilica, a york, coçando bestamente uma das orelhas com uma das patas
traseiras. Na posição em que eu me encontrava, meu cérebro absorveu a cena sob um
ponto de vista que dimensiona o que os olhos veem:
Lilica parecia um monstro peludo, desfigurado e dentuço. Gelei! Mas rapidamente
entendi que era tão somente um dos milhões de mecanismos do cérebro quando este
quer causar confusão nos sentidos porque quer se rir da idiotice que somente
existe nas limitações do que é humano. E assim como bestamente a cachorra
coçava a orelha, também eu, bestamente, me dei conta de um fato que já tinha
esquecido: Lilica é um bicho da espécie canina. Não sei se gostei dessa lembrança.
Éd Brambilla. CRÔNICA. Então
"Ela" é um bicho?! 29.03.2015.
Nenhum comentário:
Postar um comentário